Taxa média de condomínio no DF sobe 16% e impacta orçamento das famílias
Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, estudo aponta reajuste generalizado nas taxas, com destaque para aumento de até 75% em algumas regiões administrativas
Foto: Reprodução Um estudo com base em dois mil anúncios publicados no Distrito Federal revela que a taxa média de condomínio subiu 16% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, refletindo um movimento de reajuste generalizado nas despesas condominiais. A média no DF ficou em aproximadamente R$ 466 por mês, segundo a pesquisa realizada pela empresa de tecnologia e serviços financeiros Loft.
O levantamento mostra que a alta não foi uniforme nas diversas regiões administrativas. Enquanto locais como Samambaia Norte e a parte sul de Águas Claras registraram aumentos de até 75%, áreas mais valorizadas como o Plano Piloto ainda apresentam as maiores taxas médias, apesar de ajustes recentes nos valores.
No ranking das tarifas condominiais, após o Noroeste — que lidera com média de cerca de R$ 1.500 mensais — aparecem Asa Sul (R$ 1.113) e Asa Norte (R$ 855), evidenciando que a disparidade entre áreas de alto padrão e cidades satélites continua influenciando a composição dos custos de moradia.
De acordo com Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o aumento das taxas está diretamente associado a dois fatores principais: valorização imobiliária e pressão sobre custos trabalhistas e serviços. Com o mercado de trabalho aquecido e uma das menores taxas de desemprego, os salários e encargos tendem a pressionar a folha de pagamento dos condomínios, que representa um dos itens mais relevantes no cálculo dos custos condominiais.
Além disso, a valorização dos imóveis tende a levar os proprietários a demandar melhorias nos serviços prestados e nas áreas de lazer, elevando gastos com manutenção, reformas e segurança. Takahashi observa que esses movimentos impactam diretamente as despesas mensais repassadas aos moradores.
A alta de 16% nas taxas condominiais também se reflete na percepção de moradores. Em Águas Claras, por exemplo, moradores relataram que a taxa passou de cerca de R$ 700 para R$ 866 em um ano, sem que a estrutura de lazer e serviços considere melhorias proporcionais ao reajuste. Já no Noroeste, apesar da redução recente no índice de reajuste, os valores seguem entre os mais altos do DF.
Especialistas em gestão condominial alertam que a escalada dos custos exige planejamento, transparência e comunicação clara entre síndicos e moradores, especialmente em assembleias onde são discutidos encargos e ajustes orçamentários. A compreensão dos fatores que influenciam a taxa de condomínio é fundamental para a sustentabilidade financeira dos empreendimentos.
O estudo também indica que a tendência de alta deve persistir no curto prazo, diante da valorização do mercado imobiliário e do cenário de custos crescentes, o que reforça a necessidade de estratégias eficazes de gestão e orçamento por parte das administrações condominiais.

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