Síndico que confessou matar corretora assinou procurações para que filho assumisse gestão do condomínio
Após a morte de Daiane Alves Souza em Caldas Novas (go), investigação aponta que o gestor tentou transferir poderes administrativos ao filho durante apuração policial
Foto: Reprodução A investigação policial sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO), apontou que o síndico que confessou o crime assinou procurações para transferir poderes administrativos da gestão condominial ao filho mesmo enquanto o caso ainda estava sob apuração pelas autoridades.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, o homem, identificado como gestor do condomínio onde a vítima residia, teria passado procurações com poderes para atuação plena à direção das atividades condominiais ao filho, possivelmente em uma tentativa de evitar a perda de controle administrativo perante moradores e a justiça.
O caso ganhou repercussão nacional após a corretora Daiane Alves Souza desaparecer em dezembro de 2025 e ser encontrada morta dias depois em uma área de mata. O síndico chegou a ser preso e, posteriormente, confessou o homicídio, informando que havia matado a vítima dentro do próprio condomínio.
Conforme detalhado pela polícia, a assinatura das procurações ocorreu durante o desenrolar das investigações, o que chamou a atenção dos investigadores. A medida é vista por autoridades como um possível esforço para manter influência sobre a administração condominial em meio à crise, levantando discussões sobre responsabilidade e transparência na gestão de condomínios residenciais.
Para a Polícia Civil, a transferência de poderes administrativos, mesmo que por meio de instrumentos legais como procurações, exige cautela e observância às normas legais do condomínio, já que cargos de gestão estão sujeitos à vontade coletiva dos condôminos e à convenção interna do empreendimento.
Especialistas em direito condominial e direito imobiliário afirmam que a tentativa de reorganizar a gestão nessas condições pode fragilizar o ambiente condominial, gerar conflitos internos e dificultar processos investigativos, especialmente quando envolve gestores alvos de apuração policial.
O episódio também destaca a importância de mecanismos de governança condominial, transparência nas decisões administrativas e fiscalização rigorosa por parte dos moradores, especialmente em situações que envolvem mudanças na administração durante crises ou investigações.

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