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Mulher trans denuncia agressão e transfobia dentro de condomínio em Salvador

Caso registrado como discriminação por orientação sexual é investigado pela polícia civil após episódio de violência em área residencial

A Tarde
Mulher trans denuncia agressão e transfobia dentro de condomínio em Salvador Conforme a Polícia Civil, o registro foi feito como discriminação por orientação sexual

Uma mulher trans denunciou ter sido vítima de agressões físicas e ataques de cunho transfóbico dentro de um condomínio no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador. O caso ocorreu durante a madrugada e está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia.

De acordo com o relato da vítima, identificada como Luna Santos, o episódio aconteceu enquanto ela estava reunida com outras pessoas no local. Durante a interação, ao comentar sobre sua transição de gênero — informação que ainda não havia sido compartilhada publicamente —, a situação teria mudado de forma repentina.

Segundo Luna, após a revelação, dois homens passaram a adotar comportamento hostil, com falas preconceituosas e ofensivas. A discussão evoluiu rapidamente, e, no meio da confusão, o celular da vítima caiu no chão e foi danificado.

A situação se agravou com a entrada de um terceiro envolvido, que, de acordo com o relato, tomou partido dos outros dois homens e partiu para agressão física. A vítima afirmou ter tido os óculos quebrados e sofrido um ferimento no rosto durante o ataque.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como discriminação por orientação sexual e está sob investigação da Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), que realiza diligências e coleta de depoimentos para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

O episódio chama atenção para questões de segurança e convivência dentro de condomínios residenciais, ambientes que, em regra, deveriam garantir proteção e respeito entre moradores e frequentadores.

Especialistas destacam que situações de violência e discriminação em áreas comuns podem gerar responsabilização civil e criminal dos envolvidos, além de exigir atuação da administração condominial na mediação de conflitos e na preservação da integridade dos moradores.

O caso segue em investigação, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades à medida que o processo avançar.




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