Ex-síndico é acusado de agredir atual gestor durante confusão em condomínio de são paulo
Discussão em área comum terminou em agressão e caso foi parar na polícia após desentendimento entre gestores
Por Anderson Silva
05/05/2026 - 08h25
Ex-síndico é acusado de atacar atual gestor durante confusão em condomínio de São Paulo. Conflito envolve acusações de desvio de verbas, orçamentos superfaturados e ameaças aos moradores; caso foi parar na Justiça.
Uma confusão generalizada em um condomínio localizado em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, expôs uma crise administrativa que perdura por mais de uma década. O ex-síndico do residencial, identificado como Agnaldo, é suspeito de agredir o atual administrador, Lucas, no estacionamento do prédio. Imagens de segurança registraram o momento em que o atual síndico é cercado pelo antigo gestor e seus familiares.
13 anos de gestão e suspeitas de desvio
Agnaldo esteve à frente do condomínio por cerca de 13 anos. Segundo relatos de moradores, sua gestão foi marcada por um perfil autoritário e falta de transparência. A crise se agravou há um ano, após uma reforma na área da churrasqueira.
De acordo com as denúncias:
O orçamento inicial da obra era de R$ 55 mil.
O valor cobrado do condomínio pelo ex-síndico foi de R$ 77 mil.
Agnaldo teria alegado que a diferença se tratava de juros e correção monetária, por ter utilizado recursos próprios para financiar a obra.
Batalha judicial e administrativa
Após o episódio da reforma, os moradores realizaram uma assembleia para destituí-lo, mas o ex-síndico conseguiu retornar ao cargo temporariamente através de medidas judiciais, retomando o controle das contas bancárias.
A situação só mudou após um bloqueio judicial nas contas do condomínio, o que permitiu a realização de uma nova assembleia. Lucas, que é contador e auditor, foi eleito o novo síndico e conseguiu recuperar o acesso financeiro do prédio.
Clima de insegurança
A agressão física no estacionamento é apenas uma face do problema. Moradores relatam viver sob constante coerção e ameaças. A esposa do atual síndico afirma que a família vive em estado de alerta e que as filhas do casal, de 4 meses e 7 anos, estão impedidas de brincar nas áreas comuns por medo de represálias.
O outro lado
A defesa do ex-síndico, representada por sua advogada e seu irmão, nega as irregularidades. Em declaração, o irmão de Agnaldo afirmou que todos os balancetes e comprovantes de gastos serão apresentados judicialmente para provar a regularidade das contas, embora os moradores sustentem que esses documentos nunca foram apresentados à comunidade.
O caso segue sob investigação e aguarda novas definições na esfera judicial.

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