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STF derruba liminar do TJSP que havia travado setor imobiliário em São Paulo

2. Subtítulo Decisão do ministro Edson Fachin suspendeu medida que impedia a emissão de novos alvarás e poderia afetar investimentos, empregos e lançamentos imobiliários

CNN Brasil
STF derruba liminar do TJSP que havia travado setor imobiliário em São Paulo Imagem ilustrativa

STF derruba liminar do TJSP que havia travado setor imobiliário em São Paulo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, suspendeu uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que havia interrompido o licenciamento urbanístico e imobiliário na capital paulista. A decisão foi tomada em 10 de abril de 2026 e permitiu a retomada dos procedimentos relacionados à emissão de alvarás.

A liminar do TJSP havia sido concedida em uma ação que questionava dispositivos da legislação municipal de uso e ocupação do solo de São Paulo. Na prática, a medida impedia a emissão de novos alvarás para determinadas atividades relacionadas ao setor imobiliário.

STF aponta risco à economia e à ordem administrativa

Ao analisar o caso, Fachin considerou que a paralisação generalizada do licenciamento poderia provocar impactos relevantes sobre a ordem administrativa, urbanística e econômica do município.

Segundo a decisão divulgada pelo STF, a interrupção dos alvarás poderia comprometer a execução da política de desenvolvimento urbano prevista no Plano Diretor e na legislação municipal. Também foram considerados possíveis efeitos sobre investimentos, empregos e receitas destinadas à infraestrutura urbana.

Liminar afetava novos alvarás

A decisão suspensa atingia a emissão de alvarás para diferentes atividades, incluindo construção de novos empreendimentos, demolição de imóveis e supressão de vegetação.

Com a suspensão da liminar, o licenciamento urbanístico e imobiliário volta a seguir os procedimentos previstos pela legislação municipal enquanto as questões discutidas judicialmente continuam sendo analisadas.

Setor imobiliário estimava impacto de até R$ 90 bilhões

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) estimava que a medida poderia ameaçar até R$ 90 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) na capital paulista.

O indicador representa uma estimativa da receita potencial dos empreendimentos imobiliários. Para a entidade, a paralisação poderia afetar o fluxo de lançamentos previsto para 2026.

Investimentos e empregos também estavam entre as preocupações

Além do impacto direto sobre os empreendimentos, o setor apontava possíveis consequências para investimentos e geração de empregos na construção civil.

A Abrainc também alertava para possíveis reflexos na oferta habitacional da cidade, diante da interrupção de novos licenciamentos.

Entidades recorreram ao STF

O pedido que levou à suspensão da liminar envolveu entidades ligadas ao setor imobiliário e à defesa ambiental. Segundo a CNN Brasil, participaram do pedido o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), a Abrainc e o Secovi-SP.

A Prefeitura e a Câmara Municipal de São Paulo também levaram pedidos ao STF para suspender os efeitos da decisão do TJSP, argumentando que a medida havia, na prática, paralisado o licenciamento urbanístico da maior cidade do país.

Debate envolve a Lei de Zoneamento

A controvérsia judicial está relacionada a dispositivos da legislação municipal de uso e ocupação do solo, incluindo a Lei municipal nº 18.081/2024.

A decisão do TJSP havia apontado possíveis problemas relacionados ao processo legislativo, especialmente em aspectos como participação popular, publicidade dos atos e compatibilidade do planejamento urbano com o Plano Diretor Estratégico.

Decisão não encerra discussão sobre a legislação

A suspensão determinada pelo STF não significa que todas as questões jurídicas envolvendo a legislação urbanística de São Paulo tenham sido definitivamente encerradas.

O que foi suspenso foi o efeito da liminar que interrompia o licenciamento. A discussão sobre a validade dos dispositivos questionados permanece no âmbito judicial.

Mercado imobiliário volta a ter maior previsibilidade

A decisão do STF reduz, neste momento, o impacto imediato que a liminar provocava sobre o licenciamento de novos projetos imobiliários na capital paulista.

Para o mercado, a retomada dos procedimentos representa maior previsibilidade para incorporadoras, construtoras e demais agentes envolvidos no desenvolvimento urbano.

O caso também evidencia a importância da segurança jurídica para o planejamento de empreendimentos, especialmente em uma cidade com forte atividade imobiliária e elevada demanda por novas moradias.




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