Queda de laje em área comum interdita edifício no Espinheiro, no Recife, e mobiliza Bombeiros e Defesa Civil
Colapso em área de lazer provocou efeito cascata sobre laje da garagem de prédio com cerca de 30 anos e gerou pânico entre moradores, sem registro de vítimas
Reprodução Queda de laje em área comum interdita edifício no Espinheiro, no Recife, e mobiliza Bombeiros e Defesa Civil
Estrutura de lazer cedeu e provocou efeito cascata sobre laje de garagem; não há registro de vítimas
Na manhã desta segunda-feira (26/01/2026), um desabamento de laje de piso em área comum do Edifício Príncipe de Vivar, localizado na Rua Nicarágua, nº 50, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife, provocou pânico entre moradores e levou à interdição do prédio. Segundo informações oficiais, não houve vítimas, apesar do colapso estrutural atingir áreas de circulação de pessoas e a garagem do edifício.
De acordo com os primeiros levantamentos, a laje do segundo pavimento vazado, onde funciona a área de lazer com jardim, cedeu integralmente. O colapso provocou um efeito cascata, derrubando também a laje da garagem do primeiro pavimento. O edifício possui cerca de 30 anos, com 18 pavimentos tipo, além de pavimentos de garagem, no térreo e um pavimento elevado também de garagem.
Atuação das autoridades e situação atual
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco e da Defesa Civil do Recife estão no local desde as primeiras horas, realizando avaliações estruturais, isolamento da área e retirada segura dos moradores, que deixaram os apartamentos acompanhados também de seus pets.
O major João Paulo, do Corpo de Bombeiros, informou que foram realizadas buscas com cães na área colapsada, sem indícios de vítimas soterradas. Ao todo, 34 ocupantes já foram confirmados fora do prédio, restando a verificação de três unidades, com as quais ainda não houve contato por telefone ou chamada direta à porta.
“Já foi feita uma varredura pela nossa equipe de busca e resgate com cães na área colapsada e, graças a Deus, sem nenhuma vítima. Algumas pessoas foram atendidas pelo susto, mas passam bem”, afirmou o major.
Relatos de moradores e funcionários
Moradores relataram que o barulho foi extremamente alto, seguido por tremor em toda a estrutura, o que gerou pânico generalizado. Uma moradora do terceiro andar contou que ouviu o estrondo, sentiu o prédio tremer e, ao olhar pela varanda, viu uma grande nuvem de poeira.
O porteiro Davi Marques, de 55 anos, que trabalha no condomínio há cerca de dez anos, estava na portaria no momento do colapso e escapou por poucos segundos.
“Eu ouvi um estalo e logo depois vi tudo caindo. Só deu tempo de correr. Nunca tive um susto tão grande na minha vida”, relatou.
O celular do funcionário ficou sob os escombros. Ele informou não ter conhecimento detalhado sobre o serviço de manutenção que, segundo uma moradora, estava previsto para iniciar nos próximos dias.
Isolamento da área e riscos adicionais
Por medida de segurança, a Rua Nicarágua foi interditada, e um condomínio vizinho cedeu espaço para servir de base operacional ao Corpo de Bombeiros, à Defesa Civil e para o atendimento inicial dos moradores afetados. Segundo os bombeiros, edificações vizinhas poderão ser evacuadas, caso as análises de engenharia indiquem risco adicional.
“A avaliação estrutural ainda está em progresso. Se for identificado risco com o pessoal da engenharia, podemos, inclusive, evacuar edificações circunvizinhas”, explicou o major João Paulo.
Próximos passos e investigações
A Defesa Civil iniciou a avaliação técnica detalhada da estrutura remanescente e dará suporte às investigações sobre as causas do desabamento, que ainda não foram oficialmente identificadas. Até a conclusão dos laudos e a definição das condições de segurança, o acesso ao edifício permanece restrito, sendo permitido apenas com apoio das equipes de emergência.
O Condomínio Interativo seguirá acompanhando o caso e trará atualizações assim que novas informações técnicas e oficiais forem divulgadas.

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