Conflitos em condomínios brasileiros crescem e têm origem na convivência diária, aponta pesquisa
Levantamento nacional com quase 188 mil participantes revela que 70% das brigas em assembleias começam por problemas cotidianos entre moradores
Foto: Reprodução Uma pesquisa nacional com quase 188 mil participantes revelou que os conflitos em condomínios residenciais brasileiros estão crescendo e têm origem na convivência cotidiana entre moradores, e não nos temas formais das assembleias. Segundo o estudo, 70% das brigas em reuniões não estão relacionadas à pauta principal, mas surgem de problemas do dia a dia vividos pelos condôminos.
O levantamento, divulgado pelo SBT News, aponta que o barulho fora dos horários permitidos lidera as reclamações, com 31% dos participantes indicando esse fator como causa de desentendimentos. Em seguida aparecem questões como obras irregulares (18%), disputa por vagas de garagem (15%), problemas relacionados a animais de estimação (11%) e uso indevido das áreas comuns (9%).
Especialistas consultados pelo veículo destacam que, quando não há regras claras, comunicação eficiente e canais de mediação estabelecidos, desentendimentos simples podem evoluir para conflitos maiores e até para discussões acaloradas em assembleias. Nesse contexto, a adoção de gestão preventiva profissional e a conscientização dos moradores sobre a importância de respeitar a convenção e o regimento interno são apontadas como estratégias essenciais.
Rodrigo Karpat, advogado especialista em direito condominial, ressalta que não basta apenas aplicar regras rígidas; é fundamental que os moradores participem das decisões coletivas e tenham compreensão sobre seus direitos e deveres, contribuindo para um ambiente de convivência mais harmonioso.
O estudo também menciona que episódios extremos de tensão entre vizinhos ganharam repercussão nacional, como o assassinato da corretora Daiane Alves Souza em um condomínio de Caldas Novas (GO), reforçando o alerta sobre a necessidade de diálogo e mediação de conflitos antes que desentendimentos se agravem para situações trágicas.
Diante desse cenário, especialistas em gestão condominial defendem que a vida em comunidade exige preparo maior por parte de moradores e gestores, bem como o fortalecimento de práticas que incentivem o respeito mútuo, a comunicação assertiva e a atuação proativa das administrações. A perspectiva é que condomínios que adotam essas práticas conseguem reduzir a frequência de conflitos e melhorar a convivência entre os condôminos ao longo do tempo.


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