O sonho virou pesadelo: comprador recebe apartamento com falhas e denuncia problemas estruturais
Imóvel adquirido na planta é entregue com defeitos de acabamento e estrutura, gerando indignação e repercussão nas redes sociais
Reprodução "Venda de Sonhos ou Pesadelos?": Homem Marreta Próprio Apartamento após 12 Anos de Luta Judicial
O que deveria ser a realização do sonho da casa própria se transformou em um protesto carregado de frustração. Um proprietário, que adquiriu um apartamento na planta em 2012, viralizou nas redes sociais ao registrar o momento em que, finalmente, recebeu as chaves do imóvel — apenas para começar a destruí-lo com uma marreta.
O homem relata que a saga começou há 12 anos. Na época da entrega, ele se recusou a aceitar as chaves em duas ocasiões, alegando que o apartamento apresentava graves defeitos de construção, como pisos ocos e divergências no projeto hidráulico e elétrico em relação ao memorial descritivo.
12 Anos de Espera e uma Ordem Judicial
Em vez de corrigir as falhas apontadas, a construtora optou por processar o comprador, alegando que a recusa no recebimento era "injustificada". Após mais de uma década de disputa nos tribunais, a justiça deu ganho de causa à empresa, obrigando o proprietário a aceitar o imóvel no estado em que se encontra.
"Fui obrigado a receber um apartamento nessa condição", desabafa o proprietário no vídeo, enquanto golpeia o piso cerâmico. Ele explica que, devido às regras de financiamento por alienação fiduciária, ele se sente "preso" ao imóvel: "Não posso vender, não posso alugar, sou obrigado a morar nisso aqui".
Protesto e Revelações
Enquanto quebra o chão, o homem faz uma descoberta que, segundo ele, comprova suas suspeitas originais sobre a má qualidade da obra: "Eu acho que aqui não tem contrapiso não, foi direto na argamassa", afirma, apontando para a falta de camadas adequadas sob o revestimento.
O caso levanta um debate acalorado sobre a proteção do consumidor no mercado imobiliário e a morosidade da justiça brasileira. Até o momento, o nome da construtora não foi divulgado pelo proprietário no vídeo original, mas o desabafo ressoa com milhares de brasileiros que enfrentam problemas semelhantes com entregas de imóveis fora dos padrões prometidos.
O que diz a Lei: Especialistas orientam que, em casos de divergência no memorial descritivo, o consumidor deve registrar fotos, vídeos e, se possível, contratar um laudo pericial técnico antes de formalizar a recusa da vistoria, visando fortalecer a defesa em caso de judicialização.


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