Homem é preso após injúria racial contra vizinha em condomínio no interior de SP
Suspeito teria chamado moradora de “neguinha do cabelo duro”, “macaca” e mandado vítima “comer banana” em presidente prudente, segundo a polícia
Caso foi registrado no plantão da Delegacia Seccional de Presidente Prudente — Foto: Polícia Civil/Divulgação Um homem de 35 anos foi preso em flagrante por injúria racial contra uma vizinha de 24 anos em um condomínio residencial localizado no Jardim Cobral, em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (11).
De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência e divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito e a vítima são vizinhos de apartamento no mesmo edifício. O caso teria começado durante a madrugada, quando o homem, acompanhado de um amigo, foi até a porta da moradora e insistiu para entrar no imóvel.
Segundo o relato da vítima, ela se recusou a abrir a porta por não ter vínculo com o vizinho e por conta do horário avançado. Após a negativa, o homem passou a proferir ofensas de cunho racial, chamando a mulher de “neguinha do cabelo duro”, além de outras expressões ofensivas, como “macaca”, e ainda teria dito para que ela “comesse banana”.
A vítima acionou a Polícia Militar após as primeiras agressões verbais. No entanto, quando os agentes chegaram ao local, o suspeito já havia deixado o prédio.
Horas depois, por volta da manhã, o homem retornou ao condomínio e voltou a bater na porta da vizinha, repetindo as ofensas e incitando a moradora a sair do apartamento. Diante da nova situação, a vítima novamente acionou a Polícia Militar, que localizou o suspeito no local.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, durante a abordagem, o homem teria continuado a proferir insultos, reforçando falas ofensivas relacionadas à cor da pele da vítima.
Em sua versão apresentada à polícia, o suspeito alegou que teria ido ao apartamento para cobrar um valor relacionado a uma corrida de aplicativo solicitada por outra moradora do prédio. Ele afirmou ainda que teria sido ofendido anteriormente e negou ter praticado injúria racial, alegando que apenas reagiu a provocações.
Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil entendeu que havia elementos suficientes para caracterizar o crime de injúria racial, e o homem foi preso em flagrante. O caso segue sob investigação e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
A legislação brasileira trata a injúria racial como crime inafiançável na fase policial, podendo resultar em pena de reclusão, dependendo da gravidade e do entendimento judicial.
O episódio reforça a crescente discussão sobre conflitos entre vizinhos em condomínios e a responsabilização legal em casos de discriminação racial, especialmente em ambientes residenciais compartilhados, onde a convivência exige respeito mútuo e limites legais claros.



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