Andaime se solta e operário fica pendurado na fachada de prédio em condomínio na Barra da Tijuca

Durante limpeza da fachada em um edifício na Barra da Tijuca (RJ), andaime se desprendeu deixando trabalhador pendurado a vários metros de altura; resgate rápido evitou ferimentos

Terra
Andaime se solta e operário fica pendurado na fachada de prédio em condomínio na Barra da Tijuca Foto: Reprodução

Um operário passou por momentos de grande tensão na tarde desta quinta-feira (29) após ficar pendurado na fachada de um prédio residencial no condomínio Barramares, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, depois que o andaime em que estava trabalhando na limpeza do edifício se soltou parcialmente.

O incidente foi registrado por moradores e transeuntes na Avenida Lúcio Costa, por volta das 16h19, quando o trabalhador — suspenso a vários metros de altura — se segurou na estrutura remanescente do equipamento enquanto aguardava auxílio.

Colegas de trabalho que atuavam na mesma fachada agiram de forma rápida e coordenada, conseguindo resgatar o operário antes da chegada das equipes de socorro. Em função da intervenção bem-sucedida dos próprios trabalhadores, o atendimento do Corpo de Bombeiros foi cancelado pouco depois de ser acionado.

Apesar do susto e da situação de risco, nenhum ferimento foi registrado. O operário foi retirado em segurança, sem necessidade de atendimento médico, o que contrasta com o potencial de gravidade de acidentes em altura quando medidas de proteção e supervisão não são adequadas.

O episódio, registrado em vídeo e amplamente compartilhado nas redes sociais por moradores do entorno, chama a atenção para a importância da segurança do trabalho em serviços de manutenção predial e operações em altura, especialmente em empreendimentos condominiais de grande porte.

Especialistas em gestão condominial e engenharia civil consultados pelo Portal Condomínio Interativo lembram que atividades realizadas em fachadas — como limpeza, pintura ou manutenção — exigem planejamento rigoroso, supervisão técnica e equipamentos de proteção individual e coletiva em conformidade com normas regulamentadoras (NR-18 e NR-35), de forma a mitigar riscos e garantir a integridade física dos profissionais envolvidos.

Para síndicos, administradoras e responsáveis por obras, o caso reforça a necessidade de manter uma política de segurança robusta, com fiscalização constante de equipes terceirizadas, verificação de condições de andaimes e sistemas de ancoragem, além de treinamentos periódicos sobre trabalho em altura.

Incidentes como esse mostram que, mesmo sem consequências físicas, falhas ou desgastes em equipamentos podem gerar situações de grave risco à vida, exigindo atenção preventiva redobrada na gestão condominial e na contratação de serviços técnicos especializados.




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