Delegada aposentada é presa após furtar mercado em condomínio de luxo em Goiânia
Suspeita foi filmada pelas câmeras de segurança escondendo produtos no supermercado dentro do condomínio Alphaville Araguaia e confessou o crime à Polícia Militar
Foto: Reprodução Uma delegada aposentada da Polícia Civil de Goiás foi detida em flagrante, acusada de furtar mercadorias de um supermercado localizado dentro do Condomínio Alphaville Araguaia, um dos mais valorizados da capital goiana. O caso chamou atenção dos moradores e fortaleceu o debate sobre segurança e prevenção de crimes em condomínios residenciais de alto padrão.
Imagens captadas pelas câmeras de segurança do supermercado mostram a suspeita, uma mulher de 42 anos, portando uma mala e uma bolsa, enquanto retira diversos produtos do estabelecimento, escondendo-os em seus pertences ao longo de aproximadamente 30 minutos de ação. Os itens subtraídos incluíam alimentos, produtos de higiene, sachês para pets e — segundo relatos — até valores em espécie decorrentes de furtos anteriores atribuídos à mesma pessoa.
Seguranças do mercado identificaram o comportamento suspeito e acionaram a Polícia Militar, que compareceu ao local e prendeu a mulher. Em depoimento, a delegada aposentada confessou o furto. Ela está aposentada por incapacidade permanente em razão de doença de natureza mental e não exercia mais funções ativas na corporação.
Moradores e comerciantes do condomínio relataram que a suspeita já teria praticado outros furtos no mesmo estabelecimento em datas recentes, gerando preocupação com a eficácia da segurança interna e das medidas de vigilância adotadas pelo empreendimento.
Especialistas em segurança condominial e convivência residencial consultados pelo Portal Condomínio Interativo afirmam que episódios dessa natureza evidenciam a importância de protocolos rigorosos de monitoramento, controle de acesso, iluminação e comunicação rápida entre moradores, síndicos e equipes de segurança, mesmo em áreas consideradas de alto padrão. Eles destacam que a sensação de segurança não pode ser substituída por confiança passiva, e que sistemas integrados e eficazes são essenciais para reduzir vulnerabilidades.
O caso também levanta questões sobre prevenção de crimes patrimoniais, treinamento de equipes de vigilância e participação ativa da comunidade condominial na identificação de comportamentos atípicos. Para síndicos e administradores, o episódio reforça a necessidade de revisão constante dos planos de segurança e da colaboração com as forças policiais e autoridades locais.
A suspeita permanece sob custódia da Polícia Militar, à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem para apurar a extensão dos crimes cometidos e possíveis responsabilidades adicionais.

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