Condomínio e construtora são condenados após criança se ferir em piscina

Justiça de Minas Gerais reconheceu falhas de segurança e manutenção em área comum e determinou indenização à família da vítima

Estado de Minas
Condomínio e construtora são condenados após criança se ferir em piscina Imagem ilustrativa

Um acidente envolvendo uma criança em uma área comum de condomínio resultou na condenação judicial tanto do condomínio quanto da construtora responsável pelo empreendimento. A decisão é do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e reconheceu falhas na segurança e na manutenção da piscina onde ocorreu o incidente.

De acordo com o processo, uma menina sofreu um corte profundo no pé ao utilizar a piscina do condomínio, provocado por uma irregularidade na escada de acesso ao equipamento. O ferimento atingiu o tendão e exigiu atendimento médico, causando sofrimento físico e emocional à criança e à família.

Durante a análise do caso, ficou comprovado que a estrutura apresentava risco aos usuários e que não havia sinalização de advertência ou interdição da área, mesmo com o conhecimento prévio do problema. A Justiça entendeu que houve omissão tanto do condomínio, responsável pela gestão e manutenção das áreas comuns, quanto da construtora, que entregou o equipamento com falhas.

O condomínio alegou que a criança não estava acompanhada por um responsável no momento do acidente, enquanto a construtora sustentou que a manutenção caberia exclusivamente à administração condominial. No entanto, o tribunal concluiu que ambos contribuíram para a situação de risco e, por isso, deveriam responder solidariamente.

A decisão fixou indenização por danos morais à vítima, além do ressarcimento de despesas médicas, reforçando o entendimento de que áreas de lazer exigem cuidados redobrados, especialmente quando utilizadas por crianças.

Especialistas em direito condominial destacam que o caso serve de alerta para síndicos, administradoras e construtoras sobre a importância da manutenção preventiva, da adoção de normas técnicas e da rápida correção de falhas estruturais em áreas comuns.

O episódio reacende o debate sobre responsabilidade civil em condomínios, segurança em espaços coletivos e o dever de zelar pela integridade física dos moradores, especialmente de crianças e outros grupos mais vulneráveis.




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