Comércios e condomínios reforçam grades e vigilância para reduzir depredação no Carnaval em São Paulo
Em meio à intensificação dos blocos de rua e tumultos, prédios e estabelecimentos adotam barreiras físicas e segurança privada para proteger áreas comuns e propriedades
Imagem Reprodução Com a intensificação das festividades de Carnaval em São Paulo, gestores de condomínios residenciais e proprietários de estabelecimentos comerciais buscam alternativas para reduzir atos de depredação, tumultos e danos ao patrimônio durante os dias de maior movimentação de blocos de rua e foliões pela cidade.
Segundo reportagem exibida pelo JR na TV, muitos moradores têm se organizado para proteger áreas comuns, calçadas e fachadas diante da perspectiva de grandes aglomerações que frequentemente acompanham o período carnavalesco.
Entre as medidas preventivas adotadas, está a instalação de grades provisórias em calçadas e acessos, visando criar um limite físico para a passagem desordenada de foliões em frente a prédios e comércios que ficam próximos às rotas dos blocos. Ao mesmo tempo, alguns condomínios optaram por reforçar a segurança privada contratando vigilantes extras especificamente para os dias de maior fluxo.
Moradores que residem em prédios localizados nos trajetos mais movimentados têm chegado a medidas extremas, como deixar temporariamente seus apartamentos para evitar confrontos com tumultos e facilitar a circulação nos arredores do condomínio durante a folia.
Cenas gravadas na zona sul de São Paulo mostram situações de desordem nas vias e uso de espaços públicos como banheiros improvisados durante a festa, reforçando a percepção de que o ambiente festivo pode representar riscos não apenas à tranquilidade, mas também ao patrimônio físico dos imóveis e áreas comuns.
Especialistas em gestão condominial orientam que, diante de períodos com maior probabilidade de tumultos e danos — como acontece no Carnaval —, além de medidas estruturais como grades e vigilância privada, é essencial que síndicos e administradores mantenham uma comunicação clara com moradores, definam protocolos internos de atuação e verifiquem a cobertura de seguros patrimoniais, a fim de resguardar o condomínio de prejuízos decorrentes de eventuais depredações.
A adoção de ações preventivas durante festas populares não dispensa a atuação das forças de segurança pública, mas reflete a necessidade de gestores condominiais estarem preparados para períodos atípicos de circulação e aglomeração, buscando minimizar impactos negativos sobre moradores e patrimônio coletivo.

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