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Tijolo de encaixe feito com terra ganha espaço e reduz custos na construção civil

Tijolo de encaixe feito com terra ganha espaço e reduz custos na construção civil

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Tijolo de encaixe feito com terra ganha espaço e reduz custos na construção civil Tijolo de encaixe feito com até 90% de solo reduz custos, dispensa argamassa e atende normas com resistência acima de 2 MPa.

A tecnologia do solo-cimento vem ganhando espaço na construção civil brasileira ao apresentar uma alternativa que combina eficiência técnica, sustentabilidade e potencial redução de custos. O chamado bloco de terra comprimida, também conhecido como tijolo ecológico, destaca-se por utilizar alto teor de solo em sua composição, além de um sistema construtivo modular que otimiza o processo de execução das obras.

Diferente do modelo tradicional de tijolos cerâmicos, que dependem de queima em fornos, o bloco de solo-cimento é produzido por meio da mistura de solo, cimento Portland e água, em proporções definidas conforme as características do terreno e as especificações do projeto. Publicações técnicas indicam que a composição costuma ter predominância de solo, com teor de cimento próximo de 10%, podendo variar de acordo com ensaios e a granulometria disponível.

O processo de fabricação também representa um avanço importante do ponto de vista ambiental. Em vez da queima, o material passa por compactação mecânica sob alta pressão, seguida de um período de cura úmida, etapa essencial para o ganho de resistência. Esse método reduz significativamente o consumo de energia e elimina a necessidade de uso de lenha, fator relevante na diminuição dos impactos ambientais.

Segundo a norma brasileira NBR 8491:2012, o bloco deve apresentar resistência média mínima de 2,0 MPa, além de atender critérios específicos de absorção de água. Na prática, resultados superiores a 3 MPa são considerados satisfatórios quando o processo produtivo é executado corretamente. Estudos acadêmicos apontam ainda que a resistência do material tende a aumentar com o tempo de cura, reforçando sua viabilidade estrutural.

Um dos principais diferenciais do sistema está no formato das peças. O desenho modular com encaixes e furos longitudinais permite o alinhamento mais preciso das fiadas e facilita a passagem de instalações elétricas e hidráulicas. Em muitos casos, especialmente a partir da segunda fiada, o assentamento pode ser realizado por encaixe direto, reduzindo significativamente o uso de argamassa.

Essa característica contribui para a diminuição de desperdícios, aceleração do cronograma e simplificação do canteiro de obras. No entanto, especialistas alertam que o sistema não dispensa rigor técnico. A execução exige planejamento prévio, controle de nível e prumo, além da utilização de reforços estruturais, como barras de aço, canaletas e preenchimento com concreto ou graute em pontos estratégicos.



Outro ponto de destaque é o acabamento. Devido à regularidade das faces, o bloco pode ser utilizado de forma aparente em determinados projetos, eliminando etapas como reboco e pintura. Essa possibilidade depende do padrão estético desejado e da qualidade da execução, mas pode representar economia adicional na obra.

Além da eficiência construtiva, o uso do solo-cimento também contribui para a sustentabilidade. A possibilidade de utilização do solo do próprio terreno reduz a necessidade de transporte de materiais e diminui o impacto ambiental. Estudos também associam o sistema a melhorias no conforto térmico e à redução de resíduos, embora os resultados variem conforme o projeto e as características do solo.

No aspecto financeiro, a economia proporcionada pelo sistema resulta da combinação de fatores como menor uso de insumos, redução de perdas, ganho de produtividade e simplificação das instalações. Pesquisas indicam variações nos percentuais de redução de custos, com registros que vão de 14,5% a cerca de 40% em comparação com métodos convencionais, dependendo da qualidade do projeto e da execução.

Apesar das vantagens, o avanço do bloco de terra comprimida no setor está diretamente ligado ao cumprimento das normas técnicas, à realização de ensaios e à capacitação da mão de obra. Sem esses requisitos, o desempenho esperado pode não ser alcançado.

Diante desse cenário, o tijolo ecológico se consolida como uma alternativa promissora na engenharia civil, alinhando inovação, sustentabilidade e eficiência econômica, especialmente em um momento em que o setor busca soluções mais inteligentes e responsáveis para a construção de novos empreendimentos e condomínios.




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