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Recife inicia fase mecanizada de demolição de prédio condenado na Boa Vista

Escavadeira hidráulica passou a ser utilizada na etapa final da demolição de edifício com risco estrutural na Rua da União

JCPE
Recife inicia fase mecanizada de demolição de prédio condenado na Boa Vista Prédio abandonado sendo demolido na Rua da União - Wagner Ramos/PCR

Demolição de prédio condenado entra em fase mecanizada no Recife

A Prefeitura do Recife iniciou a fase mecanizada da demolição do edifício localizado no número 515 da Rua da União, no bairro da Boa Vista, área central da capital pernambucana. A utilização de uma escavadeira hidráulica marca a etapa final de uma intervenção iniciada em janeiro e prevista para ser concluída ainda este ano.

O imóvel apresentava risco estrutural progressivo, segundo o acompanhamento realizado pela Defesa Civil do Recife. A situação foi agravada ao longo dos anos pela ausência de manutenção e pelas intervenções necessárias na estrutura. Diante do cenário e do risco de danos às edificações vizinhas, a demolição foi adotada como medida de proteção à coletividade.

Antes da entrada do maquinário, os trabalhos foram realizados manualmente. As equipes utilizaram marteletes para desmontar a estrutura entre o 12º e o quinto pavimento. Agora, a escavadeira hidráulica será utilizada para concluir a retirada dos pavimentos restantes, do quarto andar até o térreo.

Uma particularidade da operação é o aproveitamento do próprio entulho gerado pela demolição como rampa de acesso para a máquina. A estratégia permite que o equipamento alcance progressivamente as áreas que ainda precisam ser desmontadas.

A intervenção começou com uma série de medidas destinadas a reduzir os riscos durante a execução do serviço. Entre os procedimentos adotados estiveram o isolamento do perímetro, a instalação de telas e bandejas de proteção, o escoramento da estrutura e o fechamento de vãos internos. Também foi realizado um escoramento específico conforme projeto elaborado por profissional calculista contratado pela Prefeitura.

De acordo com o secretário de Ordem Pública e Segurança, Alexandre Rebêlo, a intervenção foi conduzida considerando a necessidade de preservar a segurança de moradores e pessoas que circulam nas proximidades do imóvel. A entrada do maquinário deverá acelerar a conclusão da demolição e permitir a liberação da área antes do final do ano.

O caso também envolve uma questão judicial. Segundo a Prefeitura, os proprietários do imóvel são falecidos e não foi possível localizar herdeiros que pudessem responder às recomendações técnicas relacionadas à situação da edificação. Diante da ausência de providências e da evolução do risco, o município avançou com a intervenção.

A demolição representa a continuidade de uma ação que já vinha sendo executada desde o início do ano. Em abril, quando o trabalho alcançava os pavimentos superiores, a Prefeitura informou que a intervenção contava com investimento municipal de R$ 1,6 milhão e que os custos seriam cobrados dos responsáveis pelo imóvel, conforme a medida judicial que autorizou a atuação do município.

O caso reforça a importância do acompanhamento das condições estruturais de edificações, especialmente em imóveis abandonados ou sem manutenção adequada. Em situações de risco, a avaliação técnica, o escoramento e a adoção de medidas de segurança são fundamentais para reduzir a possibilidade de acidentes e preservar as construções situadas no entorno.

Com a etapa mecanizada, a Prefeitura entra na reta final da operação na Rua da União. A expectativa é que a retirada completa da estrutura permita a liberação da área ainda em 2026, encerrando uma intervenção motivada pelo agravamento das condições de segurança do imóvel.




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